Archive for Inspirações

A mulher no Egipto

Christian Jacq é um apaixonado pelo antigo mundo egípcio, e eu começo cada vez mais a compreendê-lo. Estando a ler um dos seus livros, As Egípcias, pude pela primeira vez percebere a sociedade do antigo egipto, que apesar de não ser perfeita (nenhuma o é) parece estar bastantes próxima de conceitos como a liberdade, igualdade e fraternidade que só em 1789 voltariam a ser reenvindicados pelos Europeus. Mas o mais incrível é que em muitos aspectos esta sociedade tão antiga estava bem mais desenvolvida que a nossa.

Este livro fala particularmente sobre o papel da mulher na sociedade, um papel muito mais profundo que o que desempenhamos na actualidade. No Antigo Egipto a mulher podia ser o que quisesse, poderia ser líder espiritual, podia ser líder político, tinha direito ao divórcio, direito a trabalhar no que quisesse e tinha basicamente os mesmo direitos que os homens, talvez até mais. O que é igualmente notável, é que a feminilidade da mulher era bastante apreciada, as mulheres podiam ser belas e sensuais, não deixando de ocupar os mais altos cargos de estado…

Não avançarei muito mais… leiam e digam-me se não concordam… 😉

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Genialidade Musical

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Hoje, neste belo dia de sol, quando me preparava para abandonar a cidade de Lisboa pelos barcos rumo ao Barreiro, uma música começou a tocar no meu leitor de Mp3 por puro acaso. Mas foi um acaso extremamente feliz… Era a música Verdes Anos de Carlos Paredes. Esta bela música que em tanto representa Portugal, tem sem dúvida mais significado quando observamos toda a Lisboa. Assim, dei por mim a viajar pela paisagem que observava ao som das cordas da guitarra que ora assumem um ritmo mais frenético, ora um ritmo mais cadenciado. Esta música genial de Carlos Paredes foi composta pelo própria para um filme do mesmo nome. De acordo com o próprio «Muitos jovens vinham de outras terras para tentarem a sorte em Lisboa. Isso tinha para mim um grande interesse humano e serviu de inspiração a muitas das minhas músicas. Eram jovens completamente marginalizados, empregadas domésticas, de lojas – Eram precisamente essas pessoas com que eu simpatizava profundamente, pela sua simplicidade». O seu amor à guitarra era tal que diz-se, quando perdeu a guitarra durante uma viagem de avião, pensou por momentos em matar-se, mas infelizmente este amor não durou até à sua morte, pois nos 11 anos que a precederam esteve impossibilitado de tocar guitarra, dada a doença nervosa que sofria. Era um génio musical português, como dificilmente encontraremos igual…

“Quando eu morrer, morre a guitarra também.
O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele.
Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”

A música é singela e aconselho a todos que a escutem com a devida atenção, preferencialmente como eu tive a sorte de ouvir,numa bela tarde de sol a olhar para Lisboa com o Tejo bem ao lado…